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Adeus, África do Sul - A importância do planejamento

Sexta-feira, dia 2 de julho de 2010, passamos por um momento de grande dor. Quando nós, pentacampeões, fomos eliminados da Copa do Mundo de futebol. Mas como sempre, a dor nos traz aprendizado real e verdadeiro. Refletindo a respeito deste aprendizado, resolvi compartilhar minhas reflexões. De um lado 191,5 milhões (segundo o IBGE) de “dependentes” fazendo a sua parte, ou seja, torcendo, torcendo muito. E de outro lado nossa seleção jogando, jogando... Digamos, com muita motivação. Sinceramente, não entendo de futebol, mas entendo de pessoas e organizações. O que vimos em campo, ou seja, uma organização motivada, mas sem nenhum planejamento, em total desequilíbrio. Em desarmonia, com extrema falta de entrosamento, angústia e desespero. Algum tempo depois, 100 milhões de “dependentes”, eliminados da Copa, desmotivados, choramingando, cabisbaixos e desempregados. Ops! Quero dizer empregados, pois a vida urbana e corporativa volta ao normal. O duro aprendizado que fica, transportado para o dia-a-dia corporativo, é o seguinte: muitas organizações estão passando pelo mesmo problema. Elas estão jogando no mercado sem nenhum planejamento e em total desequilíbrio. Jogam com um time motivado, mas desentrosado e fora de sintonia. Não visualizam a importância do bom ambiente, da preparação estratégica, da boa comunicação empresarial e do suporte psicológico para seu time, criando pessoas sustentáveis que sustentarão a organização e cumprirão metas. Utilizam gritos e pontapés, esbravejam, vociferam e vão em frente até se depararem com a dura realidade. São eliminados do mercado. Quebram, sucumbem e imediatamente procuram alguém ou alguma coisa para colocar a culpa. Nunca são eles os culpados, é claro. E os se-guidores, agora realmente desempregados, continuam agitando a bandeira como se nada tivesse acontecido. Então, para refletir, ficam duas sementinhas. A primeira vem de nosso amigo Stephen Covey, escritor dos 7 hábitos das pessoas altamente eficazes. Ele fala da importância de termos em mãos um mapa certo para nos orientar e chegar ao sucesso. Pois se tivermos nelas o mapa errado, quanto mais motivação tivermos, quanto mais tempo dedicarmos, quanto mais esforço, força de vontade e investimento fizermos, mais rápido chegaremos ao lugar errado.

E a segunda diz respeito à nossa própria atitude que é participar, suportar e torcer cegamente por uma organização que insiste em ter em mãos o mapa errado. Uma organização desorganizada, desequilibrada e totalmente fora de controle vale a pena? Háh! Atenção organizações, vamos refletir se estamos equilibrados, preparados psicologicamente e se estamos utilizando o mapa certo para conseguirmos sediar a Copa de 2014. Conseguiremos? Ou ficaremos só agitando as bandeiras?

O autor, Átila Quaggio Coneglian, é da dupla Átila e Rosi

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