Notícias

Cigarro elétrico: em vez de isqueiro, a tomada

Novo cigarro, feito de aço inoxidável, funciona com uma bateria recarregável.


Pare de fumar, mas sem deixar de pitar o seu cigarrinho. O tabagismo envolve um ritual, alheio aos produtos de combate ao vício: chicletes, piteiras ou adesivos cutâneos liberam gradualmente nicotina no organismo, amenizando a síndrome de abstinência, a pior inimiga dos fumantes.

Mas os produtos acima não combatem o hábito (e o prazer) arraigado de acender o cigarro, soltar a fumaça e vê-lo consumir-se. A novidade do momento para os fumantes inveterados – que querem largar o vício ou não – é a invenção de um dispositivo elétrico que serve muito bem às duas intenções. E que já está sendo cogitado por alguns para tentar driblar a lei estadual que vai proibir, a partir de agosto, o consumo de cigarro em ambientes fechados.

Liberando doses graduais de nicotina no organismo, o cigarro "eletrônico" atua sobre a síndrome de abstinência, como os demais produtos, mas garante à pessoa o ritual normal de fumar.

Com o visual de um cigarro comum, o elétrico é revestido de aço inoxidável, possui uma bateria recarregável de lítio e um led vermelho, que acende na ponta imitando a brasa de um cigarro de verdade, enquanto um atomizador controla o fluxo do vapor tragado. Ele é desligado automaticamente quando a pessoa para de tragar.

Um microchip garante o calor dos dedos (entre 50ºC e 60ºC) e a reação química da mistura aspirada está contida no "filtro", um cartucho

Divulgação
Com a aparência de um cigarro comum, o aparelho garante ao fumante todos os hábitos de fumar, com uma vantagem: não incomoda ninguém.descartável com doses de nicotina (C3H8O2) e propilenoglicol (C10H14N2).

Como o propilenoglicol é uma substância totalmente atóxica, não radioativa e inodora, entre os quatro teores de refil disponíveis para o consumidor – zero, baixo, médio e alto – o primeiro é totalmente destituído de elemento tóxico, permitindo fumar sem causar danos à própria saúde, do semelhante e ao meio ambiente. Portanto, trata-se de um produto ecologicamente correto, sem produzir cinza, fumaça, ou mau cheiro. Fumando-o, deixa-se de fumar...

Os demais produtos de combate ao fumo, embora com as mesmas características não-poluentes, apresentam níveis graduais de nicotina, mas anulam beneficamente todas as outras milhares de substâncias nocivas do cigarro comum.

Lei – Porém, segundo o Centro de Vigilância Sanitária, da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, "a invenção do século" dos tabagistas empedernidos não contorna a Lei Estadual 13.541, enquadrando o cigarro eletrônico logo na disposição preliminar, do primeiro capítulo, artigo primeiro: "...proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos, ou de qualquer outro produto fumígeno, derivado do tabaco ou não...".


*Mais informações sobre o cigarro elétrico em www.ecigarro.com

Fonte - acsp.com.br - 14/07/2009.

voltar
Todos os direitos reservados a ACILPA - contato@acilpa.com.br - Tel [14] 3263-0837 ...: Desenvolvido por Agência Zum.