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Dia do comerciante

O dia do Comerciante foi criado pela Lei 2.048, de 26 de outubro de 1953, no governo de Café Filho, para homenagear os empresários que se


A atividade comercial representa não apenas o elo entre a produção e o consumo, mas desempenha importante papel como elemento regulador entre a oferta e a demanda, permitindo maior previsibilidade à atividade agrícola e industrial, além de transmitir ao setor produtivo o desejo e as aspirações dos consumidores, captados no convívio diário do comércio com a população.

O pioneirismo e a capilaridade do comércio permitem que os mercados se ampliem e que novas regiões sejam incorporadas à economia. Através do crédito propicia que as camadas de menor renda da população possam ter acesso aos bens de consumo de maior valor que, de outra forma, não poderiam obter. Ao ampliar o mercado consumidor, com a incorporação de um imenso contingente de consumidores de menor poder aquisitivo, o comércio propiciou o desenvolvimento da indústria no Brasil e permitiu que a maioria dos lares brasileiros pudesse dispor daqueles bens que atendem às necessidades ou contribuem para o lazer da população.

Além dos bens materiais, o comércio vem sendo, ao longo do tempo, agente do desenvolvimento, promovendo o intercâmbio de idéias, experiências e conhecimentos entre os povos, contribuindo para fortalecer, através do intercâmbio, os laços econômicos e culturais entre as nações. Graças à capacidade de antecipar-se sempre aos desejos dos consumidores, de ajustar-se às frequentes mudanças na economia, e de transformar-se continuamente, o comércio brasileiro vem atendendo às necessidades da população, embora não disponha de mecanismos ou políticas de apoio, e ainda tenha sido, muitas vezes, vítima de intervenções arbitrárias que prejudicaram seu funcionamento, como congelamentos ou tabelamentos de preços, e mudanças arbitrárias da tributação.

São Paulo pode orgulhar-se de contar com um comércio que se equipara ao dos países mais desenvolvidos em termos de instalações, tecnologia e diversificação, contribuindo para fazer da capital paulista atraente polo turístico. Representa um dos mais importantes segmentos da economia, com mais de cem mil estabelecimentos, que empregam mais de 500 mil trabalhadores, na tarefa de distribuir grande parcela da produção agrícola e industrial do País, não apenas para seus dez milhões de habitantes, mas, também, para milhares de pessoas de outras cidades, estados e países que diariamente circulam pelos estabelecimentos comerciais da Capital.

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